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O TEMPO E O VENTO
E o
tempo escorre pelas mãos
Crianças
são sacrificadas/
Como uma
putrefação.
Flutuam pelo
infinito
Se perdem em
ondas dissonantes....
Muito tempo!
Não acredito no
tempo
O eterno é o
agora
Mesmo que seje
fora de hora.
Chega a
primavera/
Chega o verão.
E o vento corre
pela contra mão
Extravasa pela
escuridão
Em busca de uma
outra estação
E novamente o
tempo marca/
Falta de tempo.
Distancia
assumida como ponto de partida
Jogos abertos
Cartas trocadas
Alma congelada,
transfigurada......
O tempo é livre,
eterno.
O vento como uma
gaivota
Alcança seu vôo
solitário
Leve e sereno/
O tempo se perde
como o vento.
Jade da Rocha
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